Conectando o essencial

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Que a internet veio pra ficar é fato.  Quase se chega a duvidar que tenhamos vivido vários anos sem os recursos tecnológicos que hoje utilizamos aonde quer que estejamos, desde o instante que abrimos os olhos pela manhã, até unirmos as pestanas para dormir.

Esquecer o celular em casa ou em qualquer outro lugar é um transtorno (alguém discorda?) uma verdadeira tortura é separar-se, ainda que por algumas horas, daquele aparelhinho aparentemente inofensivo.

Estamos todos conectados uns com os outros “full time”, a vida ficou mais prática, encurtaram-se as distâncias, da até pra cultivar uma amizade no Japão, arranjar um namorado italiano (reza a lenda que os nascidos na terra da tarantella, são os mais românticos do planeta!!!) e tudo isso virtualmente. Maravilha não?

Mas a questão se complica (e muito!) quando o mundo cibernético subtrai de você momentos e hábitos simples do cotidiano, que só o calor e a acolhida das relações “preto no branco” oferecem – a emoção do abraço e do beijo da pessoa amada “ao vivo e a cores”; o prazer de saborear aquela pizza incrível com a família na mesa da cozinha, num “rola papo” gostoso e descontraído, ao som da trilha sonora “riso frouxo”; a alegria (quase adolescente) de fazer uma viagem de férias com as primas mais “maluquetes” e adoráveis do mundo ou então com os amigos/irmãos mais divertidos que você tem. Momentos assim, só são possíveis no mundo real.

A internet, como tudo na vida, tem seu lado bom, e eu diria que o seu lado bom é realmente incrível. Mas não nos esqueçamos de que é preciso viver!  Dedicar-se à família, dialogar com os filhos, tomar sol, sentir o vento, ouvir a voz, olhar no olho, contemplar a paisagem, reconhecer o cheiro, sentir a “vibe” da vida.

Tudo o que está posto, deve ser usado em nosso favor. No entanto, quando esse “universo virtual” passa a ser o seu referencial, é hora de parar, refletir e redefinir prioridades. Quem prioriza o virtual se desconecta do essencial, emudece.  Neste caso, passaremos a um estado de  “conectividade desconexa” e sem sentido.

Os benefícios da tecnologia são inquestionáveis e, diga-se de passagem, absolutamente indispensáveis. A internet, sem dúvida alguma, ampliou nossos horizontes e continuará exercendo o seu papel na vida dos que irão nos suceder (não estou me referindo, obviamente, ao lado negativo da internet, que nada agrega) .

A internet é fascinante, hipnótica, convidativa, repleta de possibilidades, mas deve ser, neste contexto, sempre a “sobremesa” e não o “prato principal”.

Vejamos se não está na hora de otimizarmos, “com sucesso”, o nosso inestimável “HD existencial”.

 

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4 comentários em “Conectando o essencial

  1. É isso mesmo. Resumo exato qdo vc fala da “conectividade desconexa”. Por várias vezes trmos a capacidade infeliz de renunciar momentos em família para ficarmos num mundo pararelo onde não sentimos, não tocamos e, principalmente não olhamos diretamente nos olhos e na alma dos que nos cercam. Maravilha de texto!

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