Cair e levantar.

UFC 184: Rousey v Zingano

Na semana passada muito se falou sobre o surpreendente nocaute sofrido pela ex-campeã mundial de MMA Ronda Rousey, uma bela mulher de 28 anos de idade, dedicada à sua carreira e que esteve no Brasil recentemente, quando nocauteou (à velocidade da luz) a nossa representante Bethe Correa.

Fiquei cá com os meus botões pensando, o que leva uma pessoa a dedicar-se a um esporte como esses? Não desejo, em absoluto, adentrar nas questões que o envolve e, apesar de pouco saber sobre o esporte, torço por um ou outro lutador ou lutadora, embora feche os olhos pra não ver nenhum daqueles golpes mais contundentes (verdade, “vejo de olhos fechados” – risos).

Bem, voltando ao nocaute inusitado e noticiado aos quatro cantos do mundo, sofrido por Ronda Rousey, não pude deixar de notar que tanto a mídia, quanto as pessoas pareciam ter gostado do que aconteceu com a esportista. A conotação quase sempre tinha um tom de desmerecimento, vexame, descrédito, ou sei lá mais o quê.

Se viu que Ronda ficou bastante machucada e até precisou fazer uma cirurgia plástica em seus lábios, além de outros cuidados médicos que teve, em razão do comprometimento físico ela, inclusive, está suspensa por 180 dias no UFC. Mas não creio que a perda do cinturão, lhe deve ter doído mais, do que ter sentido essa vibração pesada e injusta, por parte de algumas pessoas.

E aí vem a pergunta que não quer calar: DESDE QUANDO SOMOS INVENCÍVEIS?! A invencibilidade é sinônimo da perfeição, e estamos muito longe dela. Somos sim seres adaptáveis, criativos, focados, mas tais atributos não nos impedirão de cair aqui ou ali, para em seguida levantar.

Não há vida (pelo menos neste plano) que seja feita somente de vitórias e alegrias. Tudo tem seu preço, especialmente viver.

Não deve haver vergonha em cair, a vergonha é continuar no chão! É preciso depurar, avaliar o que não deu certo e levantar, emergir, afinal pra frente é que se anda! As dificuldades existem não para serem contempladas, mas sim transpostas.

É natural que tenhamos medo e este sentimento universal não é de todo negativo (quando nos desvia de um mal, nos alerta do perigo, etc..). Contudo, passa a ser prejudicial quando nos congela, nos paralisa diante das adversidades da vida. Aí é hora de reagir!

Uma pessoa como Ronda Rousey que já foi garçonete, assistente de terapia física para cães, e coveira. Que teve a coragem de abandonar o judô para encarar um esporte mais agressivo, como o MMA, simplesmente porque queria mais, desejava fazer uma coisa fora do comum, ainda que isso lhe custasse um preço elevado, não deve e nem vai “entregar os pontos”. Aposto que voltará ainda melhor aos ringues da vida.

Cair faz parte, levantar é opcional. A cada vez que levantamos já somos vitoriosos. Na vida, o segredo da vitória não é derrubar o oponente, não é torcer contra ninguém, é simplesmente seguir em frente, ser amável consigo e com os outros e aprender com os erros. Sempre que isto acontece, sem dúvida nos tornamos ainda mais confiantes, corajosos e vitoriosos.

E vamos à luta!

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6 comentários em “Cair e levantar.

  1. Parabéns pela matéria. Sei o quanto o negativismo interfere na vida pessoal e profissional e o quanto é dificil superar e vencer, mais não é impossivel, porque temos a positividade emanada da fé em Deus e daquelaa pessoas iluminadas que te ajudam a levantar e seguir. Mensagem de força e fé. Valeu!

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