Confiança – a verdade que “deu cria”

249739_364376150309197_1615002231_n
(foto google imagens)
Confiar é ter convicção de que o sol desponta todas as manhãs e que as noites chegam ao final de cada dia.
Confiar é respirar fundo, enchendo o peito de ar, porque sabe-se que haverá mais,quando for respirar de novo.
Confiar é a sensação de lançar-se do cume de uma montanha, de olhos vendados e plainar… sem paraquedas.
Confiar é semelhante a chegar em casa no final de um dia extenuante e tirar aquele sapato novo dos pés, repousando-os livres e nus, sobre um tapete macio.

Confia-se plenamente em alguém, quando se sente aceito por essa pessoa bem do jeito que se é, mostra-se sem receios, sem reservas.
Conquistar a confiança de alguém é como construir um telhado, caprichosamente, telha sobre telha. Pode vir a chuva, o vento, que não conseguirão quebrá-las, nem afastá-las, simplesmente porque estão perfeitamente encaixadas.
Confiança é proximidade, intimidade. Ainda que o tempo passe, quando se reencontra alguém em quem se confia, é como se aquele não tivesse passado, tudo é familiar, conhecido, mas incrivelmente atual. Chega-se a adivinhar o que o outro deseja, ao passo que se faz compreender até mesmo quando não se pronuncia uma unica palavra.
Ter a confiança de alguém, é ter um relicário nas mãos, o mais fino cristal. É preciso cuidar, proteger, para que não quebre, não arranhe. Se vier a quebrar ou a arranhar, pode ser até que se restaure, mas não se restituirá o valor original, incalculável.
Confiança é coisa seria. Confiar é Divino. Confiança se lê no olhar, se vê nos gestos, se ouve na voz, se sente na pele.
Lembro quando criança, devia ter uns 6 ou 7 anos de idade, minha mãe apressou-se em me revelar a verdadeira “identidade” do Papai Noel ,talvez com receio de que alguém o fizesse antes dela. Como assim o bom velhinho, para quem eu escrevia cartas em letras caprichadas, era na verdade, o meu próprio pai que me presenteava?
Inicialmente fiquei muito brava, decepcionada mesmo! mas confesso que ao lembrar deste fato, hoje vejo que minha mãe (do seu jeito) e eu (refeita), reafirmamos alí o nosso pacto de eterna confiança.
Confiança é a verdade que “deu cria”, o detalhe é que a verdade nem sempre é bonita, as vezes pode ser feia, sem graça, podendo ser até inconfessável, dolorida. Mas, é fascinante e libertador, quando a olhamos de frente, assumindo-a para nós mesmos e para os outros, respeitando-a como deve ser. A confiança, neste contexto próprio é “re-batizada” AUTOCONFIANÇA, a primeira responsável pelas relações sadias e duradouras, que qualquer um de nós sonha ter.
Anúncios

Um comentário em “Confiança – a verdade que “deu cria”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s