Falando de amor

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O amor é o sentimento mais antigo que existe. Através dos séculos muito se falou sobre ele. A arte, o expressou de várias e belas maneiras.

O Amor é tão extraordinário que pode ser traduzido apenas num olhar, num gesto e até mesmo no silêncio.

É desconcertante, elegante, surpreendente e subjetivo.

O amor não tem idade e há quem diga que é “cego” (Eu digo que vê longe!)

Não manda aviso e nem impõe qualquer condição para existir, simplesmente acontece, à primeira vista ou à décima primeira.

O amor é um sentimento universal, nele cabe toda forma de realização. Me arrisco a dizer que o amor tanto se recicla quanto se “amolda”, só não se deixa manipular, afinal é livre, emancipado, não se subjuga. Cazuza já cantava “O nosso amor a gente inventa…” e, olha, inventa mesmo!.

Há quem cultive o amor platônico, aquele que o filósofo avaliou como uma especie de objeto do desejo, que ao ser alcançado esvazia-se em si mesmo, até ser substituído por outro, que lhe desperte maior interesse.

Sem desmerecer esta “categoria” de amor defendida por Platão,  bom mesmo  é o “amor real”, o amor com “todas as letras”, valendo! Que se renova e se re-encanta.

O amor real tem o seu preço (como tudo na vida), mas se tem coragem de arriscar-se até a última ficha, tem também a chance de amealhar o maior e mais desejado dos prêmios.

O amor real requer coragem e também equilíbrio.

Coragem, porque não é fácil decidir-se por alguém e assumir tudo o que envolve esta decisão – convivência, rotina, diferenças, interesses – tudo isto requer “jogo de cintura” e muita criatividade.

Equilíbrio, porque entregar-se ao outro a ponto de perder-se a si mesmo não é bom, contudo uma relação só é boa se houver entrega de ambas as partes. Isto pode parecer antagônico, mas não é.

A relação, por mais incrível que seja, requer que se mantenha a individualidade. Deve-se buscar o equilíbrio, balizador das relações saudáveis, prazerosas e duradouras.

As pessoas, ao se relacionarem amorosamente, não precisam “divorciarem-se” de si mesmas. Quando isto acontece, comete-se dois perigosos erros, o de projetar no outro exatamente aquilo que “modelou na própria cuca”, sem dar ao parceiro o necessário espaço para que seja ou continue sendo quem ele de fato é. E o de tornar-se desinteressante.

Quantas relações poderiam ter tido continuidade não fosse a baixa autoestima, o machismo, a insensibilidade, a intolerância, o egoísmo e por aí vai…

No final das contas o que importa é que o amor seja real e bonito. Nenhuma relação no mundo vem com “selo de garantia”, daí porque o “segredo” é cuidar, e cuidar bem!

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2 comentários em “Falando de amor

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