Solidariedade e perdão

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(fonte: google imagens)

Em 08 de dezembro ultimo, o Papa Francisco anunciava o inicio do Santo Ano da Misericórdia, que será celebrado em todas as dioceses do Mundo.

A Boa Nova, primeiramente, remeteu-me a uma passagem bíblica (Mateus 18:23-33) em que Jesus comparava o Reino dos Céus a um Rei que desejava acertar as contas com os seus servos. Este chamou primeiramente à sua presença um servo que devia-lhe muito, mas como não tinha como pagar, ajoelhou-se e clamou, aos prantos, pelo perdão de suas dívidas. O Rei teve compaixão e as perdoou. Contudo, a primeira ação deste servo foi cobrar com veemência um conservo que lhe devia muito menos. Este conservo, da mesma forma ajoelhou-se aos seus pés  e também implorou-lhe o perdão de sua dívidas, mas o seu credor não aceitou seu pedido, tendo-o lançado à prisão. Logo que este fato chegou ao conhecimento do Rei, este chamou o servo que lhe devia e cujas dividas lhes haviam sido perdoadas e disse: “Servo mau cancelei toda a sua dívida porque me implorou. Não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de ti?”

Por que é tão difícil perdoar “da boca pra dentro”? tão custoso pedir perdão? Todos queremos obtê-lo, mas quase nunca perdoamos quem nos fere ou decepciona. Por que potencializamos as nossas dores a ponto de nos apegarmos a elas, tornando-nos insensíveis às dores alheias ?

Passei a enxergar claramente qual a finalidade deste convite papal. O nosso amado Papa Francisco, iluminado que foi pelo Espírito Santo, nos convida, em nome de Jesus, a amar e a viver, na profunda essência de cada um desses sublimes verbos.

Só vive a plenitude da vida quem tem o espírito verdadeiramente livre. O espírito verdadeiramente livre não carrega ódio ou rancor, mas distribui amor por onde passa.

O Espírito verdadeiramente livre expressa-se através do serviço, da doação, do desejo de ser útil.

A misericórdia é a face do amor que devemos exercitar todos os dias.  É a própria solidariedade, que dispensa explicações e auto promoções. É o simples gesto de “fazer o bem sem olhar a quem”. É muito simples não é mesmo? simples como as coisas de Deus são simples.

Então por que é tão difícil olhar para o outro como gostaríamos de ser  olhado? apoiar o próximo como gostaríamos de ser apoiado? Se fizéssemos todos os dias esta reflexão e puséssemos em prática tais premissas, o mundo seria um lugar muito mais aprazível de se viver.

Eu creio ser possível bem alimentarmos nossa alma, apesar de todas as adversidades e contrariedades que enfrentamos. Tudo o que precisamos fazer é um íntimo pacto de felicidade, buscando continuamente cultivar bons pensamentos e  praticar boas ações. E se nesta empreitada, vez ou outra vacilarmos, o melhor  a fazer é corrigir o mal com um bem ainda maior.

Deus misericordioso caminha conosco e anseia que tenhamos uma atitude positiva em relação aos nossos semelhantes. Levantemo-nos, pois, da “cadeira do conformismo, do egoísmo e do pessimismo” e façamos a diferença a partir de nós mesmos, em nosso convívio familiar, em nosso ambiente de trabalho, em nossa comunidade, na igreja que congregamos,  em qualquer lugar que estivermos, com quem estivermos e em qualquer circunstancia. Isto tudo pode parecer pouco, mas é MUITO!

É imprescindível que escalemos a montanha da vida removendo pedras e plantando flores, como sabiamente declarou  ter vivido a inesquecível Cora Coralina, em letras de poesia. Afinal, apesar de sermos seres singulares e únicos,  carecemos de complementos.

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